Poucos assuntos geram tanta insegurança entre criadores quanto a definição de preço. A consequência aparece nos dois extremos: valores baixos demais que inviabilizam a atividade, ou pedidos desproporcionais que encerram a conversa antes do segundo email.
Agências trabalham com custo por mil pessoas alcançadas. O número de seguidores entra apenas como referência inicial; o que efetivamente pesa é a média de alcance real das últimas publicações. Um perfil com vinte mil seguidores e alcance médio de três mil vale menos que um com oito mil seguidores e alcance de cinco mil.
Estime o alcance médio das suas últimas dez publicações no formato solicitado. Multiplique pelo valor que o mercado pratica por mil pessoas alcançadas no seu nicho, que costuma variar bastante entre entretenimento e segmentos técnicos. O resultado é o piso da negociação, não o preço final.
Exclusividade de categoria por período aumenta o valor de forma significativa, porque impede você de fechar com concorrentes. Cessão de imagem para uso em anúncios pagos é outro item frequentemente entregue de graça e que deveria ser cobrado à parte. Prazo apertado, roteiro fechado pela marca e número de revisões também são multiplicadores legítimos.
Orçamentos por publicação isolada colocam você em comparação direta com qualquer outro criador da mesma faixa. Pacotes mensais, com combinação de formatos e presença continuada, mudam a natureza da conversa e costumam elevar o valor total mesmo com desconto unitário.
Uma página com quatro dados: alcance médio por formato, média de visualizações por story, distribuição do público por idade e localidade, e dois exemplos de trabalhos anteriores com resultado. Propostas com mais de uma página raramente são lidas por inteiro.
Marcas evitam perfis com métricas instáveis, porque instabilidade impede previsão de resultado. Manter média constante ao longo dos meses tem mais valor comercial do que um pico isolado de alcance, e é justamente essa estabilidade que sustenta reajustes de cachê ao longo do tempo.